ATA COMPUR - 12.06.08 Reunião do Conselho Municipal de Política Urbana – COMPUR Conselheiros : Marco Antônio Barbosa (SENGE); Fernando Antônio S. de Alencar (IAB-RJ); Lília Varela Clemente dos Santos e Armando Ivo de Carvalho Abreu (SEARJ); José Conde Caldas e David Cardeman (ADEMI); Edmundo De Cesaro Musa e Roberto Lira de Paula (SINDUSCON); Antonio Carlos Mendes Gomes (FIRJAN); Ronaldo Coelho Neto e Monica Carvalho Rocha (SEBRAE/RJ); ); Hélio de Oliveira Barros, Magno Nunes da Silva e Marilza Alves Macedo (CML); Sérgio Luiz da Silva May (APEDEMA); Hargos Chi (SMO); Luiz Eduardo Pinheiro da Silva (SEDREPAHC); Cristina Barreto da Silva, Ana Carla Badaró Moreira Prado e Cláudia Caputo Nascimento (SMH); Lúcia das Chagas e Silva (SEDECT)); Roberta dos Santos Figueiredo (SMAS); Lúcia Maria Loureiro Alves (SMAC); Bento José Labre e Yolanda Maria Pagano Castilho (SMF); Cecília Maria Neder Castro e Maria Alice Martins de Souza (IPP); Augusto Ivan de Freitas Pinheiro, Marlene H. M. Ettrich e Aída Myrian Billwiller (SMU). Convidado : Luís Carlos R. Dauzacker (consultor da Associação Comercial do Rio de Janeiro) Participantes : Giselle Guerisolli (SMU/CGPE/CRU); José Augusto da Costa e Silva (IPP); Ednaldo Roberto Passos (CADEC). Faltas Justificadas : Fernanda Salles (AsBEA); Orlando dos Santos Diniz (SEBRAE/RJ); Regina Lúcia F. de Abreu Chiaradia (FAM-RIO). 1. Augusto Ivan de Freitas Pinheiro – Secretário Municipal de Urbanismo Abriu a reunião, submetendo a ata da reunião anterior (10/04/08) à aprovação dos conselheiros do COMPUR; A seguir, empossou os conselheiros designados membros do COMPUR para o mandato de maio de 2008 a maio de 2009, pelo Decreto “P” nº 936 de 9 de junho de 2008. Empossados os conselheiros, relatou sobre o Projeto de Lei levado ao Prefeito abrindo áreas situadas em ZR 6, incluídas as delimitadas como Zona Agrícola, situadas no bairro de Santa Cruz. Esclareceu que a maior parte das áreas em questão encontra-se sem atividade agrícola expressiva. A proposta contida no Projeto de Lei estabelece novo zoneamento para essas áreas, instituindo, além de Zona Agrícola, Zona de Conservação Ambiental e Zonas Residenciais. Tem como objetivo adequar a legislação de uso e ocupação do solo às novas demandas relacionadas ao desenvolvimento das indústrias siderúrgicas. Citou ainda as dificuldades hoje existentes quanto ao atendimento por transportes. Diante da pergunta feita sobre a existência de plano de drenagem para a área, comentou que haverá oportunidade de discutir o assunto em outra reunião do COMPUR, sugerindo que poderia ser enviada previamente a Minuta do Projeto de Lei. Relatou também sobre a apresentação à ADEMI do “Busca Fácil”(sistema de consulta à legislação urbanística). Hoje o acesso é através da INTRANET da Prefeitura. Foi colocado à disposição pela ADEMI, através de doação mediante convênio, um servidor para colocação do sistema na INTERNET. Porém, mesmo não havendo transação financeira, a Procuradoria tem feito várias exigências. 2. Fernando Antônio S. de Alencar - IAB-RJ Comentou que o modelo de contrato é de solução mais fácil que o modelo de convênio. 3. Roberto Lira de Paula – SINDUSCON Fez referência a um modelo de convênio elaborado pelo Procurador André Tostes. 4. Augusto Ivan de Freitas Pinheiro – Secretário Municipal de Urbanismo Apresentou, a seguir, o convidado Luís Carlos R. Dauzacker para falar sobre o Projeto “Business Improvements District (BID) – Caso Av. Chile e seu entorno”, lembrando tratar-se de projeto já implantado nos Estados Unidos (Times Square e Harlem). No Brasil a implantação é mais complexa, pois depende de emenda constitucional. Aproveitou para comentar sobre a apresentação feita recentemente, no CASS, sobre a utilização de CEPACs na Operação Urbana Água Espraiada, por representante do Banco do Brasil, prometendo enviar por e-mail aos membros do COMPUR, o resumo da reunião feito pela assessora Iracema Bouzas Pessoa. Aproveitou também para apresentar Maria Paula Albernaz como coordenadora dos trabalhos na SMU. 5. Luís Carlos R. Dauzacker - consultor da Associação Comercial do Rio de Janeiro Iniciou a apresentação comentando que sua experiência é na área da iniciativa privada, e quando foi convidado por Maria Sílvia Bastos para este projeto, viu uma boa oportunidade de voltar à Administração Pública, área de sua graduação. Comentou, ainda, sobre o primeiro texto relativo ao assunto, de autoria do Secretário Augusto Ivan, publicado na época pelo Jornal do Comércio. Também convidou a todos para apresentação do Projeto, dia 23 de junho, na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Primeiramente faz um relato de como surgiu essa proposta: diante da decadência dos centros, busca, como contraponto aos Shoppings, sua sustentabilidade através do resgate do espaço público. Já faz muitos anos que essa experiência vem fazendo sucesso em outros países, citando Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Londres, entre outros. Para ele a experiência bem sucedida que mais o atrai é a de Johannesburgo, África do Sul. Essa iniciativa tem como objetivo criar uma nova imagem para a área, que pode ser uma rua, ou uma ou mais quadras. E não pretende a isenção fiscal. A principal motivação é a perda do valor do patrimônio. A cidade de Filadélfia, um dos casos já implantados, tem similaridades com o Rio – deixou de ser capital e tem grande acervo a preservar originário daquela época. A fonte principal dos investimentos advém da contribuição obrigatória dos que integram a área. A gestão dos recursos é profissional, envolvendo também vigilância e limpeza. A iniciativa envolve: Diagnóstico, Planejamento, Definição de Serviços e Programas. O ponto crítico no Brasil é o arcabouço jurídico existente. Para instituição de contribuição na forma de tarifa obrigatória, há a necessidade de emenda constitucional. A Companhia Vale do Rio Doce pagou consultoria para a formulação de uma proposta: a proposta é de que seja meramente expositiva, com regulamentação a ser feita por meio de lei municipal. Cada cidade poderá ter seu formato próprio. O BID é iniciativa voluntária, gerido por conselho (com maioria de proprietários) instituído por 5 anos. Após os 5 anos poderá ser renovado ou extinto, mediante votação. Em Filadélfia, na primeira votação houve 12% de rejeição. Na Segunda este reduziu-se a 1%, e na terceira a rejeição foi de uma única pessoa. O Rio está sendo visto como alavancador do Projeto no Brasil. Exige mobilização do Setor Privado e comprometimento do Setor Público. Elogiou o apoio da Secretaria de Urbanismo, através do Secretário Augusto Ivan e da técnica designada Paula Albernaz. Comentou sobre a receptividade à idéia por parte do Governador e do Ministro das Cidades. Estão aguardando o momento certo para levar a proposta à Brasília. Fez a apresentação da área em questão – Av. Chile e seu entorno – comentando que na apresentação prevista junto a Associação Comercial será colocado maior número de dados e de estatísticas. Complementou dizendo ser importante não haver agravamento da carga fiscal. 6. Augusto Ivan de Freitas Pinheiro – Secretário Municipal de Urbanismo Lembrou as características favoráveis da área devido a iniciativas anteriores em torno de idéia similar (gestão Marcelo Alencar). O 1º BID precisa dar certo. Esse adicional ao IPTU retorna ao próprio lugar. A área da SAARA é uma experiência similar já antiga, porém mais limitada do que está sendo proposto. 7. Luís Carlos R. Dauzacker - consultor da Associação Comercial do Rio de Janeiro Em resposta a pergunta feita, comenta que a arrecadação deve ser feita através da Prefeitura. E que esta contribuição precisa ser obrigatória 8. Cecília Maria Neder Castro – IPP Lembrou das iniciativas quanto aos pólos comerciais na época do Plano Estratégico e os gargalos jurídicos enfrentados. 9. José Conde Caldas – ADEMI Comentou sobre a experiência do Jardim Pernambuco, instituída sem este arcabouço jurídico. Considera boa a proposta para a Av. Chile, mas acha que outras áreas sem espaços públicos também deviam ser objeto de iniciativas similares. Lembrou também que é importante que a Prefeitura não abandone a área. 10. Hélio de Oliveira Barros – CML Questionou quanto a possibilidade desta iniciativa se transformar em privatização de espaços públicos. Quanto à experiência da área da SAARA, falta estímulos à Associação dos Moradores. 11. Luís Carlos R. Dauzacker - consultor da Associação Comercial do Rio de Janeiro Responde que trata-se do contrário: resgate do espaço público, com funcionamento 24 hs por dia. Quanto à área escolhida, esta deverá ter efeito de demonstração para outras iniciativas. Quanto às obrigações da Prefeitura, estas deverão estar explicitadas na Lei. 12. Ronaldo Coelho Neto – SEBRAE/RJ Colocou sua preocupação quanto a forma de atuação junto aos ambulantes e quanto às responsabilidades de condomínios, perguntando por estudos sobre essas questões. 13. Luís Carlos R. Dauzacker - consultor da Associação Comercial do Rio de Janeiro Responde que a cobrança é na forma de cobrança do IPTU, individualizada, mas cabe estudar procedimentos em relação aos condomínios. 14. Marco Antônio Barbosa – SENGE Questionou a escolha da área. Acha que deve ser em área onde já exista alguma iniciativa implementada. 15. Luís Carlos R. Dauzacker - consultor da Associação Comercial do Rio de Janeiro Responde que a Petrobrás vem manifestando preocupação com o entorno, e que estão convencidos que o projeto deve ser iniciado lá e depois se estender para outras áreas. Complementa que o projeto deve ser de 5 anos, de gestão profissional, com implementação gradual das melhorias. 16. Luiz Eduardo Pinheiro da Silva - SEDREPAHC Coloca dois pontos a serem considerados: como será o trabalho em relação aos prédios abandonados e como será a participação dos moradores na cobrança. 17. Fernando Antônio S. de Alencar – IAB/RJ Elogiou a iniciativa da sociedade de buscar propostas para a Cidade ou invés de esperar que as iniciativas venham sempre do Poder Público; Deu ênfase a preocupação de recuperação da Área Central da Cidade que não tem conseguido resgatar a dinâmica de outros tempos apenas com inicativas de zoneamento ou investimento público direto; Destacou que nossa preocupação agora não deveria se cingir ao modelo de gestão mas ao conceito de participação e que o assunto deveria ser discutido nacionalmente. Disponibilizou a federação dos IABs para ser um dos fóruns de propagação e debate do tema; Ressaltou não ver, em princípio, uso indevido de dinheiro público, desde que o caráter associativo voluntário prevaleça. 18. Armando Ivo de Carvalho Abreu – SEARJ Vê dificuldades no processo de arrecadação, sugerindo a criação de Companhia Mista e assinatura de convênios 19. Luís Carlos R. Dauzacker - consultor da Associação Comercial do Rio de Janeiro Responde que somente o Poder Público tem condições efetivas de obrigar essa cobrança. Volta a comentar que os estudos de viabilidade serão apresentados em 23/06. 20. Cristina Barreto da Silva – SMH Solicita que a exposição seja colocada no site do COMPUR. 21. Augusto Ivan de Freitas Pinheiro – Secretário Municipal de Urbanismo Encerra a reunião, agradecendo a todos. Em 20/07/08 |
|