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Nascido em 6 de fevereiro de 1933, na Cidade do Rio de Janeiro, Diogo de Figueiredo associou sua trajetória profissional às ciências jurídicas com seu ingresso, em 1951, na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil. A partir daí, combinando os estudos próprios ao bacharelado, e atividades de extensão no Brasil e na América Latina, preparou-se para o início do exercício profissional, em 1955.

O apelo da causa do interesse público, sua compreensão e tutela, todavia, conduziram o ainda jovem bacharel ao concurso público para a então Procuradoria Geral do Estado da Guanabara (hoje, Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro), onde ingressou através de concurso público de provas e títulos em dezembro de 1965, selando-se de vez um compromisso com a reflexão acerca dos grandes temas do direito administrativo, desafio permanente do profissional da advocacia pública.

A intensa dedicação à Procuradoria Geral do Estado – que lhe conduziu ao cargo de Procurador Geral em 1971/1973 – não obstou o desenvolvimento igualmente profícuo, da atividade docente, alcançando a titularidade da cadeira de Direito Administrativo da Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, a par de contribuições oferecidas como docente, na graduação e na pós-graduação, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Escola Superior de Guerra, Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal de Juiz de Fora, entre outras.

Expressão dessa inventiva e produtividade intelectual, é a farta produção científica de Diogo de Figueiredo, autor de 19 obras, dentre elas, clássicos como o Curso de Direito Administrativo, Legitimidade e Discricionariedade, e ainda, Mutações do Direito Administrativo e Mutações do Direito Público (Direito Político – Constitucional e Administrativo). No campo das obras em co-autoria, são 27 as obras produzidas; e na seara dos artigos, mais de 3 centenas de textos, sempre caracterizados pela atualidade, pela prospectiva e pela interdisciplinariedade.

Diogo de Figueiredo é também formador de gerações de publicistas, generosamente dividindo com as gerações que se revelavam sensíveis à causa pública, o acervo de conhecimentos que o estudo e a vasta experiência profissional lhe proporcionara. No campo da Advocacia do Estado, foi e é ainda um ardoroso defensor de sua importância institucional, sublinhando a relevância dessa função para a indispensável conciliação entre legitimidade e eficiência no agir da Administração Pública.

Acompanhando a virada de um século, Diogo de Figueiredo concilia as lições do passado com propostas de futuro para a ciência do Direito Administrativo, tendo sempre por elemento inspirador, a busca incessante das trilhas de legitimação do exercício do poder.