Habitada por índios tamoios,
a área onde hoje se encontra o bairro de São Cristóvão teve sua ocupação
inicial intimamente ligada à conquista do recôncavo da Guanabara.
O nome São Cristóvão originou-se
da existência de uma igrejinha erguida pela companhia de Jesus, junto à
praia ( possivelmente em 1627 ). Foi reformada a partir de 1865 e hoje
é a igreja nossa Senhora do Socorro, em frente à praça padre Séve.
Até 1840, a estrada de São
Cristóvão (hoje rua São Cristóvão) terminava junto à quinta. A partir
desta data, foi realizado seu prolongamento até o litoral.
Com o crescimento da população,
as chácaras em torno das propriedades da família real iam aos poucos sendo
cortadas ou desmembradas, por vezes loteadas, dando origem a novas ruas
no bairro, intensificando sua ocupação. A terra se valorizava. Havia
transporte através da criação das linhas de bonde e algumas indústrias
já existiam na década de 1860.
O campo de São Cristóvão, já
urbanizado, era caracterizado pelo uso de escolas no seu entorno. Tais
como o Colégio Pedro II, a sociedade promotora da instrução e o
educandário Gonçalves de Araújo.
Alguns dos primeiros
asilos e casas de saúde foram também construídos em São Cristóvão,
no final do império (Hospital dos Lázaros, de São Sebastião, Casa de São
Luiz, Asilo da Velhice Desamparada). Nesta época, apesar da existência de
algumas indústrias, o bairro era bastante residencial e ainda aristocrático.
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