A antiga terra
de Piracema, ocupada até o início do século XVI por índios
da Nação Tupi-Guarani, passou a ser denominada Santa Cruz
em 30 de dezembro de 1567, com a chegada dos
colonizadores portugueses, tendo à frente o primeiro
Ouvidor-Mor da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro,
Cristóvão Monteiro e sua esposa, a senhora Marquesa
Ferreira.
Aos Padres
Jesuítas, da Companhia de Jesus, que receberam a antiga
sesmaria como doação, coube a árdua tarefa da medição do
latifúndio e todo o processo de beneficiamento das férteis
terras, desde o final do século XVI até o ano de 1759,
quando foram expulsos do Brasil. Santa Cruz foi uma das
mais prósperas fazendas brasileiras, destacando-se a
produção agro-pastoril em todo o século XVIII, onde o
escravo africano contribuiu decisivamente para o sucesso
do empreendimento da Companhia.
Com a chegada de
D. João VI e de toda a nobreza portuguesa em 1808, Santa
Cruz recebeu a denominação de Fazenda Real e, depois,
Imperial, acolhendo por longas temporadas o Rei, os
Imperadores e todos os seus herdeiros, no prédio do antigo
convento jesuítico, já ampliado e transformado em Palácio.
A partir de 1881,
o Matadouro de Santa Cruz passou a servir como centro
irradiador do desenvolvimento sócio-econômico, cultural e
político da região que hoje é identificada como Zona Oeste
da Cidade do Rio de Janeiro.
Na década de 30,
o governo Getúlio Vargas desencadeou grandes
empreendimentos em obras de saneamento, visando trazer de
volta a salubridade e a conseqüente valorização das terras,
tentando recuperar assim, o dinamismo econômico da região,
a partir da criação das Colônias Agrícolas.
Com o intenso
desenvolvimento da Cidade do Rio de Janeiro, ocorrendo em
todas as direções, é criada em Santa Cruz, a Zona
Industrial, provocando igualmente a sua urbanização, a
exemplo da construção dos conjuntos habitacionais
populares.
Fonte:
Prof. Sinvaldo do Nascimento (Museólogo e Historiador) - NOPH
|

Início
|




|