Descoberta em 1502 pelos portugueses, a Ilha do Governador é hoje um importante bairro do Rio de Janeiro,
reunindo um comércio significativo e aproximadamente 250 mil habitantes, além de uma população flutuante de trabalhadores e consumidores que impulsionam
uma vibrante economia, em franco desenvolvimento. A Ilha, que há décadas atrás era um balneário para a classe média carioca, hoje tem características de
cidade grande, sem perder suas particularidades e o status de bairro residencial e tranqüilo.
Com 42 quilômetros quadrados de área, a Ilha do Governador é a maior Ilha da Baía de Guanabara. Chamada pelos seus
primeiros habitantes, os índios Temiminós, de Paranapuã, recebeu mais tarde o nome de Ilha dos Maracajás. O nome Ilha do Governador só surgiu em 5 de setembro
de 1567, quando mais da metade do território foi doada por Mem de Sá ao seu sobrinho Salvador Corrêa de Sá, nomeado governador da Capitania do Rio de Janeiro.
De posse da Ilha, Salvador Corrêa de Sá começou a colonizá-la: instalou engenhos e comercializou o açúcar, integrando a Ilha definitivamente ao Rio de Janeiro
e à Europa, trazendo o progresso para a região. Por ser uma data significativa, o dia 5 de setembro foi instituído pela historiadora Cybelle de lpanema, em 1991,
como o dia da Ilha. A idéia foi aceita com carinho pelos moradores do bairro.
As primeiras barcas, a vapor, chegaram em 1838 e, antes disso, a Ilha era servida por embarcações a vela.
Em 1922, foi inaugurada a primeira linha interna de bondes, mas, o grande marco do desenvolvimento da Ilha, porém, foi a construção das pontes ligando
a Ilha do Governador à Ilha do Fundão e esta ao continente, em 1949. Em 1952, foi construído o Aeroporto Internacional do Galeão e, em 1977, ganhamos
o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro - chamado hoje de Antônio Carlos Jobim - que liga o Rio de Janeiro às principais cidades do mundo.
Num bairro seguro, cercado por unidades militares, a arquitetura moderna do final do século XX convive harmoniosamente
com prédios tombados pelo Patrimônio Histórico, como a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no Jardim Guanabara. Num mundo que caminha apressado rumo à globalização,
morar na Ilha é estar, literalmente, num oásis no meio do mar e, ao mesmo tempo, ser uma parte atuante no crescimento da cidade. Morar na Ilha é sentir-se "em casa",
é poder usufruir do bucolismo das pequenas cidades do interior num bairro que cresce, pulsa, ama, respira, trabalha e gera grandes negócios em seus limites que vão
além dos geográficos.
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